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O carnaval se despede, cidade.
A Quarta-feira de Cinzas amanhece com um outro ritmo: mais lento, mais interior. Depois da explosão de cores, músicas e encontros, fica no corpo a memória da festa e no ar, a sensação de passagem. No silêncio que sucede o toque do tambor, algo novo começa a se desenhar. Sob a energia da lua nova, iniciamos um ciclo. É tempo de recolher os brilhos espalhados pelas ruas e transformá-los em intenção, em gesto, em movimento consciente.
Neste Correio Lunar, celebramos esse instante delicado: quando a festa vira semente. Quando o fim de um ciclo abre espaço para outros encontros, outras criações, outros caminhos.
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Ilustração de Pedro Campos, para o concurso de Ilustração Solisluna –Encontro do Sol com a Lua (2023), quando recebeu prêmio especial do júri.
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Quando o sol e a lua se encontram, é carnaval!
Fala sobre a alegria do toque, da proximidade e da brasilidade. É uma celebração da simplicidade e da beleza que é estar juntos.
Retratando o sol e a lua por meio de máscaras – objeto de pesquisa do ilustrador – a ilustração traz simbolismos relacionados à cultura rural brasileira. O pé no chão, as roupas simples e o estandarte com a imagem de uma casa, resumem, de certa forma o encontro. Encontro com a terra, encontro com o próximo e encontro com nós mesmos. O sol e a lua são astros que também se encontram em nós.
O sol veste tons de laranjas, cores quentes que colaboram com a ideia de movimento e vibração. A lua, por sua vez, veste rosa, como representação do aconchego e da feminilidade.
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"Não sei bem o porquê, mas sempre associei alegria a cidadania. E não era por conta da rima, mas talvez pela plenitude e felicidade no momento em que a gente se sente inteiro. O carnaval sempre teve esse sentido para mim. Brinco o carnaval desde os meus seis anos de idade, quando ia com minha mãe ver os Inocentes em Progresso, o Cruz Vermelha, os Fantoches da Euterpe e os Mercadores de Bagdá desfilarem na Avenida Sete de Setembro. (...) Naquela época, havia um monte de blocos carnavalescos que chamavam a atenção pelos seus nomes pitorescos: Deixa a Vida de Kelé, Come Lixo, Vai Levando, Bafo da Onça, etc."
Trecho de Alegria e cidadania. No carnaval e no futebol,capítulo do livro Apenas um cidadão, de Zulu Araújo.
Leia o capítulo completo do livro
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Zulu Araújo Autor de Apenas um Cidadão
Zulu Araújo nasceu em Salvador. É formado em Arquitetura, Mestre em Cultura e Sociedade e Doutor em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Bahia. Com vasta experiência em produção e gestão cultural, foi diretor-geral da Fundação Pedro Calmon entre 2015 e 2023. Atuou por dez anos como diretor e conselheiro do Grupo Cultural Olodum, período em que acompanhou o nascimento do Bando de Teatro Olodum. Em 2003, assumiu a direção de Promoção, Intercâmbio e Divulgação de Cultura Afro-brasileira da Fundação Palmares e, em 2007, foi indicado pelo então ministro Gilberto Gil para presidir a instituição, cargo que ocupou até 2011.
Também dirigiu a da Casa da Cultura da América Latina e coordenou o Festival Latino-americano e Africano de Arte e Cultura, em 2012. Foi assessor especial da Fundação Cultural do Estado da Bahia e coordenador-geral das celebrações pelos 300 anos de Zumbi dos Palmares. Atuou ainda como diretor do Departamento de Intercâmbio e Ações Regionalizadas da Secretaria de Cultura da Bahia e como chefe do Comissariado da Delegação Brasileira no Terceiro Festival Mundial de Artes Negras, em Dakar, Senegal.
Conheça o livro e leia a entrevista no Blog da Solis
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Sorrisos Pierre Verger
Pierre Verger tinha um jeito próprio de viver, com simplicidade e despojamento total de bens materiais, o que lhe conferia um olhar diferente sobre o ser humano. Foi esta visão da vida que lhe possibilitou registrar a poesia do sorriso. Nas fotos deste livro estão registrados os momentos de felicidade que Verger captou de pessoas na Oceania, Ásia, África e nas Américas. O livro 'Sorrisos de Pierre Verger', além das imagens do fotógrafo, é permeado de frases e poemas para a reflexão sobre o sorriso.
Saiba mais
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“Você tem todas as alegrias solares Todo o sol sobre a terra Sobre os caminhos da sua beleza.” Paul Éluard
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Correio Lunar, boletim informativo da SolislunaEditora que acompanha os ciclos lunares – cria conexão simbólica entre o tempo natural e a comunicação com leitores, livreiros e parceiros. Cada edição marca um momento de encontro periódico, seguindo o ritmo da lua cheia e lua nova.
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Este boletim foi elaborado pelos Solislúnicos: Valéria Pergentino, Natália Simões, Eris Beatriz e Kin Guerra.
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