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Odoyá! Salve a Rainha do Mar! Às vésperas do 2 de fevereiro, iniciamos o mês guiados pelas águas de Iemanjá, sob a força da lua cheia, que movimenta as marés e embala um novo ciclo. Na Bahia, é tempo de fé e festa! São entregues flores, pedidos e agradecimentos ao mar. Também é nesse momento que a espiritualidade e a música se misturam ao corpo na rua, quando o Carnaval aparece.
Este Correio Lunar surge do encontro entre a lua cheia e o ritmo das águas, abrindo fevereiro com muito axé – força movente dos dias. 🌕🌊
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Odoyá Iemanjá!
Numerosos peixes se aproximaram, e foram acompanhando Iemanjá para as profundezas do oceano. Naquele universo de rara beleza, os seres encantados recitaram em seu louvor lindas evocações. Salve a rainha de todas as águas! Odoyá!
Diz a lenda que Iemanjá é uma moça bonita, que passeia nas águas salgadas, cobrindo-se e descobrindo-se com as rendas de espumas formadas sobre as ondas azuis ornadas de luz, resplandecendo como joias encantadas. Para os pescadores, ela representa a Mãe-D'Água, detentora das riquezas do oceano, que os abençoa na labuta diária com fartura de peixes, saúde e paz. O culto a Iemanjá teve a sua origem na Nigéria e foi trazido para o Brasil pelos escravizados. Eles iniciaram aqui uma forte devoção que atraiu milhares de adeptos. No dia 2 de fevereiro são realizadas muitas homenagens à Rainha do Mar em várias regiões do Brasil, em especial na Bahia, onde se reúnem numerosos devotos para presenteá-las com flores, perfumes, bolos confeitados e delicados objetos do universo feminino, ao som dos cânticos sagrados.
Texto e ilustração do livro Iemanjá, de Edsoleda Santos. Em março de volta ao estoque.
-- Fotografia de Cristina Cenciarelli, do livro Boipeba, lugar sem tempo
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Candomblé da Bahia José de Jesus Barreto
"Dois de fevereiro é dia de festa no mar, para a rainha das águas, nas praias do Rio Vermelho. Bem cedinho, alguns candomblés depositam seus presentes para Oxum, divindade das águas doces, no Dique do Tororó. Até o cair da tarde, uma multidão vestida de branco ou azul clarinho vai até um caramanchão montado pela colônia de pescadores do bairro do Rio Vermelho, na orla marítima da cidade, e ali deixa seus presentes e pedidos para Iemanjá. No final da tarde, dezenas de barcos saem em direção ao mar alto, levando balaios e mais balaios de oferendas que são arriados, com muitos batuques e saudações em banto e ioruba, num determinado ponto do mar aberto, a milhas da costa, reino da mãe d’água. Em terra firme, muita gente do culto incorpora a entidade, há um clima de transe quando os balaios chegam ao mar e a festança mundana vara a noite."
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Um papo com a autora de Um pássaro de ar María Emilia López
A importância da leitura desde o berço
Lançado no Brasil o livro Um pássaro de ar — a formação de mediadores de leitura para a primeira infância (Selo Emília/Solisluna Editora), da pesquisadora argentina María Emilia López. A obra trata da mediação de leitura na primeira infância a partir de um projeto com bibliotecas públicas na Colômbia. Documenta os resultados da experiência e convida os leitores a pensar sobre a relação entre leitura e bebês/crianças até os seis anos. Se apoia nos relatos e documentos dos profissionais envolvidos no projeto e das anotações da própria autora. Como resultado, tem-se o registro de como pode ser potente o contato com a narrativa literária e poética desde a infância.
Conversamos com María Emilia sobre a edição brasileira do livro e sobre a importância da leitura desde o berço. “Já está claro que crescer sem livros não é o mesmo que crescer com eles.”
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Máscara de carnaval Que bicho doido!
Com o gostinho do Carnaval chegando, convidamos as crianças – de todas as idades – a inventar um bicho diferente! Com a máscara “Que Bicho Doido”, desenham, pintam e criam personagens cheios de cor e fantasia.
Confira o passo a passo abaixo!
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Que bicho doido! Enéas Guerra
De um mesmo contorno aparecem bichos que existem e também bichos doidos inventados, em uma forma lúdica e divertida. Os sons dos grunhidos, uivos, urros, guinchos, roncos, inspiram a criança a inventar seu próprio bicho doido!
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Se a lua encontrou você, deixe que ela encontre mais alguém. Compartilhe com algum amigo!
Correio Lunar, boletim informativo da SolislunaEditora que acompanha os ciclos lunares – cria conexão simbólica entre o tempo natural e a comunicação com leitores, livreiros e parceiros. Cada edição marca um momento de encontro periódico, seguindo o ritmo da lua cheia e lua nova.
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Este boletim foi elaborado pelos Solislúnicos: Valéria Pergentino, Natália Simões, Eris Beatriz e Kin Guerra.
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